Compostagem: entenda o que é e quais os seus tipos

Conhecida como um processo de reciclagem, a compostagem transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser utilizado na agricultura, em jardins e em plantas, substituindo o uso de produtos químicos. Além da possibilidade de ser realizada em qualquer escala, - desde a doméstica até a industrial - essa reciclagem não necessita de grandes exigências tecnológicas, de forma que a compostagem tem tido grande êxito em ações de educação ambiental como forma de empoderar pessoas na reprodução do ciclo da matéria orgânica e na mudança de visão em relação aos resíduos de modo geral.

O processo também contribui para a redução do aquecimento global. Só em 2015, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram geradas cerca de 32 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil, o que equivale a 88 mil toneladas de lixo diário. Todo este material, quando entra em decomposição, seja nos lixões ou aterros sanitários, gera o gás metano, um dos principais causadores do efeito estufa.

Por isso, a sanção da Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), trouxe diversas diretrizes e objetivos para toda a sociedade brasileira. No que diz respeito aos resíduos sólidos orgânicos, implementar sistemas de compostagem e articulá-los, com os agentes econômicos e sociais, formas de utilização do composto produzido são algumas das responsabilidades estabelecidas por meio do inciso V do artigo 36.

Mas você sabe quais são os sistemas de compostagem? Existem dois tipos de compostagem: a vermicompostagem e a compostagem seca. No primeiro modo, a decomposição é feita por meio da ação de minhocas que auxiliam os microrganismos já presentes no solo. Por meio de torres de compostagem (imagem 1), ela pode ser realizada em casas e apartamentos, com os restos de alimentos da sua cozinha, e tem como produto um vermicomposto líquido. Este húmus de minhoca, como também é conhecido, é resultado do excesso de líquido dos alimentos (imagem 2) e é um biofertilizante riquíssimo em nutrientes e de rápida absorção pelas plantas.

Imagem 1: Torres de compostagem

Fonte: Morada da Floresta

Imagem 2: Compostagem doméstica

Fonte: Morada da Floresta


Para maiores volumes recomenda-se o uso de cilindros (imagem 3), já que são adequados para todos os tipos de ambientes, desde escritórios administrativos a grandes indústrias, até a condomínios residenciais. São estruturas arejadas de alta resistência e durabilidade, adequadas à exposição à chuva e ao sol.

Imagem 3: Cilindros utilizados na compostagem de grandes volumes

Fonte: Morada da Floresta

Na compostagem seca, por outro lado, somente os microrganismos presentes no solo fazem a decomposição sem nenhum auxílio externo. A natureza se encarrega de fazer todo o processo. Algumas das desvantagens incluem o tempo, porque quanto maior a quantidade de celulose de uma folha, mais demorado será o processo e, ainda, não é possível coletar o biofertilizante, já que ele não ficará armazenado como no caso da vermicompostagem.

Por fim, ainda existe a compostagem em leiras, que são adequadas para instituições que se categorizam como geradores de larga escala. Esse sistema (imagem 4) possui capacidade ilimitada e pode receber uma grande quantidade de resíduos diariamente. O processo de decomposição ocorre através de bactérias e fungos, principalmente. As laterais e a base são preparadas com cobertura vegetal seca, que permitem a aeração do composto e, por isso, não geram cheiro. Ao receber os resíduos, uma mistura é feita para garantir a inoculação do composto. Seu manejo é simples e pode ser feito de forma manual ou mecanizada.

Imagem 4: Exemplificação da compostagem em leiras

Fonte: Morada da Floresta

Como foi visto, o material final de um processo de compostagem bem sucedido é um excelente adubo e mesmo produzido em pequena escala, o composto possui diversos atributos para a recuperação da vida no solo, por disponibilizar nutrientes a longo prazo e elevar a qualidade nutricional das plantas. Graças à compostagem evita-se que os nutrientes importantes sejam concentrados em lixões e aterros sanitários, desperdiçando possibilidades de contribuir com a produção de alimentos saudáveis e melhorar significativamente a qualidade de vida das comunidades no planeta.

Agora que você já sabe quais são os tipos e como eles funcionam, que tal aderir à proposta?

Restaurantes, por exemplo, geram grandes volumes de resíduos diariamente e a compostagem é uma medida usada para minimizar seus impactos, conforme a PNRS. Nesse aspecto, a implantação e realização de oficinas/stands de composteiras são propostas consolidadas na Mandala e, caso tenha interesse, não esqueça de conferir nossos projetos. Se surgirem dúvidas, não hesite em nos contatar.


REFERÊNCIAS:


ABREU, Marcos José de. Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos. Disponível em: <www.mma.gov.br>.

CAMPOS, Karina. O que é compostagem e como fazê-la em casa. Disponível em: <www.revistagloborural.globo.com>.

ECYCLE. Tipos de composteira. Disponível em: <www.ecycle.com.br>.

FLORESTA, da Morada. Sistemas de compostagem. Disponível em: <www.moradadafloresta.eco.br>.