• Eduarda Pistorello Chrysostomo Silva

Técnicas de Recuperação e Remediação de Áreas Degradadas

Atualizado: 29 de jun.

Atualizado: julho 2021


Em 2012, dados do Ministério do Meio Ambiente apontaram que as áreas degradadas no Brasil possuíam uma extensão equivalente a duas vezes o território da França.

Já parou para observar se alguma dessas áreas existe perto de você?


Diversas atividades humanas de ocupação e exploração do terreno podem causar a degradação de uma área. O Decreto Federal 97.632/89 define o conceito de áreas degradadas. Em resumo, são aquelas que sofreram danos ao meio ambiente, pelos quais se reduzem a sua capacidade produtiva ou outras propriedades.

Existem riscos associados a elas; como em áreas com instabilidade no solo ou sob processos de desertificação, seja pela remoção da vegetação ou exploração inadequada, que podem apresentar risco de erosão e deslizamentos.

No Brasil, o decreto já mencionado trata de empreendimentos mineradores, que passaram a ter obrigatoriedade de apresentação de Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD). Outras áreas e propriedades rurais também podem estar sujeitas à elaboração de PRAD segundo diretrizes do IBAMA e órgãos ambientais competentes, com destaque para Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais.

Fonte: @wolfgang

  • E qual a diferença entre áreas degradadas e contaminadas?

Quando a ocupação vem associada a presença de substâncias químicas ou resíduos, em condições prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente, essas áreas são consideradas contaminadas. Muitas apresentam risco de infiltração de substâncias no solo, podendo levar à contaminação de águas subterrâneas.

O chorume, por exemplo, é extremamente prejudicial à saúde humana pela presença de metais pesados e substâncias tóxicas, e, sem os devidos cuidados, pode vir a contaminar lençóis freáticos.

  • Como remediar?

Ao recuperar uma área, busca-se o retorno da mesma a alguma forma de utilização, mesmo que não seja a inicialmente desempenhada por ela. No caso da remediação de áreas contaminadas, se fazem necessárias técnicas que reduzam a concentração das substâncias prejudiciais.

O PRAD é um dos instrumentos que busca regularizar e organizar as ações em um plano, com técnicas a serem empregadas para recuperação da área. Entre essas técnicas, algumas comumente utilizadas são: propagação vegetativa de espécies nativas; condução da regeneração natural; plantio por mudas ou por sementes. As técnicas visam estabelecer um ecossistema no local, e devem ser acompanhadas e adaptadas para melhor efeito sobre cada área. Isso pode tornar o processo de recuperação lento, caro e burocrático. Um dos desafios é encontrar um equilíbrio entre interesses ambientais e financeiros no gerenciamento dessas áreas.

  • Necessita de auxílio no gerenciamento de uma área?

A Mandala desenvolve Anteprojetos de Recuperação e/ou Remediação de Áreas Degradadas. São serviços personalizados que analisam o meio físico, biótico e “humano”, em que desenvolvemos projetos para:

  • readequação de taludes;

  • prevenção de erosão em áreas de risco;

  • monitoramento e avaliação de áreas em recuperação ou restauração.

Ficou interessado ou quer saber como podemos te ajudar? Entre em contato com a gente!